Chengtai
Ofício11 de março de 20264 min de leitura

Porque polimos à mão cada borda de espelho

Uma borda polida é o detalhe que se sente antes de se ver. Uma nota sobre o passo lento que recusamos automatizar.

On the Floor

Há um passo perto do fim da linha que um consultor sugeriu, uma vez, que automatizássemos. Recusámos. É a borda — o chanfro e o polimento que correm o perímetro de cada espelho — e termina-se à mão porque a mão repara em coisas que uma máquina não.

Uma borda de vidro acabada de sair da mesa de corte é afiada e ligeiramente irregular. As máquinas conseguem alisá-la em massa e, nas bordas escondidas, deixamo-las trabalhar. Mas uma borda visível, aquela que apanha um traço de luz num espelho sem moldura, é a diferença entre um produto que parece pensado e um que parece cortado. Por isso um operador trabalha-a, confere-a contra a luz e volta a trabalhá-la.

A mão repara em coisas que uma máquina não.

On the Floor

É mais lento. É também a razão pela qual os clientes correm o polegar pela borda de uma amostra e decidem, sem saberem bem porquê, que é aquele espelho.

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